08/11/2009

A Nota de R$100,00!‏

Os famosos
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas,segurando uma nota de R$100,00.
Ele perguntou:
 “Quem de vocês quer esta nota de R$100,00” ?
Todos ergueram a mão...
Então ele disse: "Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas, primeiro,deixem-me fazer isto..."
Então,ele amassou totalmente a nota.
E perguntou outra vez: "Quem ainda quer esta nota?"
As mãos, continuavam erguidas...
E continuou: "E se eu fizer isso..." Deixou a nota cair ao chão, começou a pisá-la e esfregá-la.
Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou:
 "E agora?...Quem ainda vai querer esta nota de R$100,00”?
Todas as mãos voltaram a se erguer.
O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte:
"Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.
Esta situação também acontece conosco... Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância.
Mas, não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa !...
Nada disso altera a importância que temos!... O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas, pelo que fizemos e sabemos”!
Agora, reflita bem e procure em sua memória:
  1. Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.
  2. Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.
  3. Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.
  4. Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.
Como Vai? Mal né?... Difícil de lembrar???... Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem.
Os aplausos vão-se embora! Os troféus ficam cheios de pó! Os vencedores são esquecidos!
Agora,faça o seguinte :
  1. Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.
  2. Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.
  3. Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.
  4. Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.
Como vai? Melhor, não é verdade?
As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais,com mais dinheiro, ou os melhores prêmios...
São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.
Reflita um momento... A vida é muito curta!... Você, em que lista está?...
Não sabe?...
Permita-me te dar uma ajuda... Você não está entre os famosos, mas está entre aqueles que eu me lembro com carinho, para mandar esta mensagem !
QUE OS SEUS DIAS SEJAM SEMPRE ALEGRES E FELIZES!

07/11/2009

Fábrica de fogos explode em Limoeiro-PE e três ficam feridos

Três jovens ficaram feridos em explosão de fábrica de fogos de artifício na noite dessa sexta-feira (6), na Zona Rural de Limoeiro, Agreste do Estado. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 23h.


Os jovens Artur Emanuel de Santana, de 17 anos, e Breno Rodrigo de Mendonça, de 16 anos, foram encaminhados para o Hospital da Restauração, no Recife. O terceiro ferido, Rafael Henrique da Silva, de 18 anos, foi socorrido no Hospital Regional de Limoeiro.


Ainda não há informações se a fábrica possui alvará de funcionamento


Fonte: JC Online

Escolas do Recife terão diagnóstico de bullying

Até o fim de dezembro, o Recife vai ganhar uma pesquisa para diagnosticar os casos de bullying nas escolas. O projeto vai abranger as redes pública e privada de ensino básico e será promovido pela Confraria de Educação em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau. Para fevereiro do próximo ano está prevista a conclusão da consulta em todo o Estado. O plano foi discutido no 19º encontro da confraria, ontem à tarde, que reuniu cerca de 200 professores e gestores vinculados à instituição.


Na ocasião, os docentes foram consultados sobre suas experiências e seu conhecimento sobre o tema. Mais da metade deles, 54%, afirmou já conhecer alguém que já foi vítima deste tipo de violência. Os que nunca presenciaram um caso representam 33%, e 13% não sabiam ou não opinaram. Dentre as formas conhecidas de prática do bullying, a intimidação ou agressão psicológica obteve maior votação (55%), enquanto a agressão física recebeu 27%. Outros tipos significam apenas 3% do todo.


Sobre a adoção de formas de punição, mais de 60% dos consultados não conhecem nenhuma escola ou instituição de ensino superior que tenha adotado medidas para combatê-lo. Entre os que conhecem, a expulsão foi apontada como medida comumente utilizada.


Segundo Inácio Feitosa, advogado especializado em direito educacional e coordenador da confraria, a consulta de ontem é uma mostra significativa do que vai ser encontrado no resultado final. “Não existem pesquisas quantitativas sobre o assunto no Estado. Com essas informações podemos identificar ações de conscientização com muito mais precisão”, explicou o especialista. A previsão é que aproximadamente 5 mil estudantes e mestres sejam entrevistados. Inácio Feitosa disse que agora espera o apoio oficial da Secretaria Estadual de Educação para facilitar o acesso da equipe de pesquisa nas escolas.


A confraria existe desde maio do ano passado e se reúne mensalmente para discutir questões da educação. O grupo tem como presidente de honra o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).


PROJETO DE LEI - O projeto de lei do deputado Alberto Feitosa (PR), que prevê a inclusão obrigatória de ações de conscientização sobre os efeitos do bullying no programa pedagógico de todas as escolas de Pernambuco, também esteve em pauta no encontro. “Para orientar e combater manifestações de intolerância às diferenças, nada melhor que ouvir as ideias dos próprios professores, que lidam com os alunos diariamente”, afirmou o deputado. O projeto aceita sugestões de emenda até o próximo dia 12, pelo portal da Assembleia Legislativa de Pernambuco na internet. O Estado é pioneiro na luta contra as agressões.


Fonte: Jornal do Commercio

30/10/2009

Sou, mas quem não é?


O brasileiro é assim...

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Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.


PMs flagrados saqueando caminhão de bebida na Zona Norte.  Globo Online.
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Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
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Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
Momento da prisão em flagrante, com suspeito já algemado. Segundo o Ibama, ele tentava subornar coordenador de fiscalização. (Foto: Ibama/Divulgação)
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Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
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Fala no celular enquanto dirige.
A distração do motorista, por causa do celular, é responsável por 80% dos acidentes. Assista ao vídeo
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Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
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Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
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Viola a lei do silêncio.
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Dirige após consumir bebida alcoólica.
Procurador é preso por dirigir embriagado
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Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
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Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
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Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
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Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.
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Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
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Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
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Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
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Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
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Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
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Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
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Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
Equipamento da polícia descobre adulteração de velocímetro
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Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas.
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Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
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Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
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Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
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Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
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Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. como se isso não fosse roubo.
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Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
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Falsifica tudo, tudo mesmo.. só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado…
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Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem…
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Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
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E quer que os políticos sejam honestos?
Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas?
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo… ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?


Ou vai dizer que você nunca fez nada dessa lista? Heim?


Enviado por: Ney B.

20/10/2009

Violência física ou psicológica - Bullying


Enviado por: Anjocaco


Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - mas que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:
  • o comportamento é agressivo e negativo;
  • o comportamento é executado repetidamente;
  • o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:
  1. bullying direto;
  2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos.
A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
  • criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima.


Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência.


Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência. Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar.


A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.
Características dos bullies
Pesquisas indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
  • Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
  • Isolamento social da vítima.
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
  • Chantagem.
  • Expressões ameaçadoras.
  • Grafitagem depreciativa.
  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
Locais de bullying
O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Escolas
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola. Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam. Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares. Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a práctica do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a simpatizar com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta.


Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral. O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Freqüentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.
Local de trabalho
O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é freqüentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".
Vizinhança
Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.
Política
O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.
Militar
Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "...o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos". Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto. Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente. Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes.
Alcunhas ou apelidos (dar nomes)
Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma verruga ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).
Referências
  1. O que é Bullying? em bullying.com.br
  2. Student Reports of Bullying, Resultados do 2001 School Crime Supplement to the National Crime Victimization Survey, US National Center for Education Statistics
  3. CALHAU, Lélio Braga. Bullying: o que você precisa saber. RJ, Impetus, 2009, p. 21-36.
  4. The Harassed Worker, Brodsky, C. (1976), D.C. Heath and Company, Lexington, Massachusetts.
  5. Petty tyranny in organizations , Ashforth, Blake, Human Relations, Vol. 47, No. 7, 755-778 (1994)
  6. Bullying and emotional abuse in the workplace. International perspectives in research and practice, Einarsen, S., Hoel, H., Zapf, D., & Cooper, C. L. (Eds.)(2003), Taylor & Francis, London.
  7. Bullies and their victims: Understanding a pervasive problem in the schools, Batsche, G. M., & Knoff, H. M. (1994) School PSYCHOLOGY REVIEW, 23 (2), 165-174. EJ 490 574.
  8. Areas of Expert Agreement on Identification of School Bullies and Victims, Hazler, R. J., Carney, J. V., Green, S., Powell, R., & Jolly, L. S. (1997). School Psychology International, 18, 3-12.
  9. Anti-Bullying Center Trinity College, Dublin.
  10. NOVA ESCOLA - REPORTAGEM - Bullying: é preciso levar a sério ao primeiro sinal
  11. Bullied at work? Don't suffer in silence in Trades Union Congress - TUC.
  12. The Values and Standards of the British Army – A Guide to Soldiers, Ministry of Defence, GB, Março de 2000, parágrafo 23.
  13. Social Psychology of the Individual Soldier, Jean M. Callaghan e Franz Kernic, 2003, Armed Forces and International Security: Global Trends and Issues, Lit Verlag, Munster
  14. Military bullying a global problem, BBC, GB, segunda-feira, 28 de novembro de 2005.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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