Enviado por: Anjocaco
NEJM:
Diminuir o sal da dieta reduz o número de eventos cardiovasculares e a mortalidade. Mesmo uma redução modesta de um grama ao dia já é benéfica à saúde
Reduzir o sal na dieta pode melhorar a saúde pública, segundo pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, mas é um desafio. Em parte porque 75 a 80% do sal consumido por norte-americanos vem de comidas processadas, e não da adição de sal durante o consumo ou na preparação de alimentos.
Uma redução de até 3 gramas de sal ao dia (1200mg de sódio por dia) pode diminuir o número de casos anuais de doenças cardiovasculares1. A pesquisa realizada estimou uma redução anual para:
- Doenças coronarianas: de 60 mil a 120 mil casos
- Acidente vascular cerebral2: de 32 mil a 66 mil casos
- Infarto do miocárdio3: 54 mil a 99 mil casos
- Número de mortes por qualquer causa: de 44 mil a 92 mil casos
Toda a população sairia ganhando, principalmente os negros. As mulheres se beneficiariam particularmente com a redução de acidente vascular cerebral2. Os idosos, com a diminuição de eventos coronarianos. No caso dos adultos jovens, calcula-se uma queda nas taxas de mortalidade4. A melhoria na saúde cardiovascular seria semelhante a uma grande redução no consumo de cigarro, na obesidade5 e dos níveis de colesterol6.
Retirar da dieta 3 gramas de sal ao dia pode levar a uma economia de 10 a 24 bilhões de dólares nos custos com cuidados de saúde anualmente. Mesmo uma redução modesta de 1 grama7 por dia, adquirida gradualmente entre 2010 e 2019, seria mais efetiva que o uso de medicações para reduzir a pressão arterial nas pessoas hipertensas.
Este estudo não levou em consideração como esta redução pode ajudar as crianças, ou que o fato de diminuir o sal pode reduzir o risco de câncer8 no estômago9, doenças renais, insuficiência cardíaca10 e osteoporose11.
Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
Obesidade: Condição em que acúmulo de gorduras no organismo além do normal, é mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
Fonte consultada:
Fonte: news.med.br
Enviado por: Anjocaco
Publicação: 27/01/2010 08:40 Atualização: 27/01/2010 08:54
No princípio, a fragilidade da população com mais de 60 anos, estimada em 19 milhões de brasileiros, era um dos temores das autoridades de saúde diante do vírus da gripe suína, que mal se conhecia. Menos de um ano se passou, 1,7 mil pessoas perderam a vida devido à doença no Brasil e o receio de que os idosos se tornassem um grupo de risco parece ter ficado em 2009.
Para a segunda onda de ataque do vírus no país, neste ano, a chamada terceira idade não está entre os grupos candidatos à vacinação e somente idosos com alguma doença crônica vão ser imunizados contra a influenza A (H1N1). Os demais terão de se contentar com a vacina contra a gripe sazonal. “Vamos contar com o bom senso dessa parte da população, pois não será cobrado nenhum atestado”, ressaltou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ontem.
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Vacinação contra gripe suína começa em março
Clínica particular poderá vacinar contra gripe suína A decisão não ficou livre de críticas. “Durante mais de 10 anos essa faixa estária foi prioridade em campanhas de vacinação. Essa decisão é incoerente e um risco à segurança de todos os idosos”, avalia o infectologista e membro da Sociedade Mineira de Infectologia Estevão Urbano.
A tão esperada campanha de vacinação contra a gripe suína começa em 8 de março e termina em 7 de maio. O objetivo é atingir cerca de 62 milhões de brasileiros ou quase um terço da população que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 190 milhões de pessoas.
Para isso, o Ministério da Saúde dividiu a campanha em quatro etapas, vacinando nesse período grupos definidos como prioritários (veja quadro). São eles: jovens entre 20 e 29 anos de idade, crianças de 6 meses a 2 anos, trabalhadores da área da saúde, grupos indígenas, doentes crônicos e gestantes.
A campanha foi divida em quatro etapas e a última foi direcionada a vacinar apenas aqueles com idade acima de 60 anos portadores doenças crônicas. “Os demais idosos contarão com a vacina que protege contra a gripe comum, indo apenas uma vez ao posto”, reforçou o ministro, ressaltando que a campanha contra esse vírus será paralela à do influenza A (H1N1). Ao justificar a decisão, Temporão alegou que as prioridades foramtraçadas com base nos balanços de contaminação e mortes causadas pela doença no ano passado. “A maioria dos infectados era formada por jovens, crianças e gestantes”, disse.
A justificativa não convence o infectologista Estevão Urbano, que discorda da exclusão da população idosa da lista de vacinação. “Não gostaria de vê-los fora dessa campanha, pois eles continuam sendo pacientes imunologicamente debilitados. Em todas as vacinações eles foram prioridade, não entendo essa mudança”, comenta, acrescentando que o vírus é novo e, como tal, difere-se da gripe sazonal. “Há a ideia de que a gripe suína irá substituir a comum, comportando-se com mais agessividade nesse inverno. Se isso ocorrer, a influenza sazonal será minoria. O certo seria a vacinação dessa parte da população contra o H1N1”, diz.
Aos 69 anos, o coordenador do Movimento de Luta Pró-Idoso de Belo Horizonte, Carlos Alberto dos Passos, ficou decepcionado com a decisão do ministério. “É mais uma forma de violência e discriminação contra nós”, critica, comentando que os idosos estarão em risco no inverno. O presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos de BH, Jorge Roberto Afonso de Souza Silva, de 26 anos, diz que a prioridade para a vacinação, seja qual for a doença, está prevista no Estatuto dos Idosos. “Como jovem, dispenso a vacina para dar a eles, pois sei que meu corpo responde mais rápido. Eles estão mais suscetíveis a bactérias e vírus.”
Das 83 milhões de doses de vacinas adquiridas, 62 milhões serão dirigidas à população brasileira e 1 milhão serão doadas a países pobres. Segundo o ministro da Saúde, estima-se que 10% sejam perdidas, o que sempre acontece durante as vacinações. A expectativa é de que reste um estoque de 13 milhões de doses. “Não sabemos o que pode acontecer durante essa segunda onda, portanto, seria uma retaguarda para o caso de haver alterações epidemiológicas ao longo do inverno, com eventual necessidade de ampliar o público-alvo”, disse Temporão.
Distribuição
Os 26 estados e o Distrito Federal vão receber o número de doses proporcional à população dos grupos prioritários contemplados no cronograma do governo, que prevê a instalação de 36 mil salas de vacina em todo o país. Para garantir o controle da propagação da gripe suína, o ministério vai reforçar os centros de diagnóstico, tratamento e assistência aos pacientes, estruturando laboratórios centrais de saúde pública nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás e Pernambuco, além do Distrito Federal. Desde o ano passado, já estavam credenciados laboratórios de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além dos centros de referência Instituto Adolfo Lutz (SP), Evandro Chagas (PA) e Fundação Oswaldo Cruz (RJ).
Medicamentos
De acordo com o ministro José Gomes Temporão, há estoque de 6 milhões de doses de medicamento para tratamento da gripe suína que, somadas à carga adquirida recentemente, totalizam 21 milhões de tratamentos à base de fosfato de Oseltamivir. No entanto, para a segunda onda da doença, o ministro da Saúde afirmou que só vão poder obter o remédio os pacientes com receita com validade de cinco dias, que ficará retida.
Fonte: Luciane Evans - Estado de Minas
Enviado por: Emilio Cruz
A frase certa...
Acordei com uma pu... ressaca e do lado da cama tinha um copo d'água e duas aspirinas. Olhei em volta e vi minha roupa passada e pendurada. O quarto estava em perfeita ordem. Havia um bilhete de minha mulher:
- Querido, deixei seu café pronto na cozinha. Fui ao supermercado. Beijos, te amo.
Desci e encontrei uma mesa cheia, café esperando por mim. Perguntei à minha filha:
- O que aconteceu ontem?
- Bem, pai, você chegou às 3 da madrugada, completamente bêbado, vomitou no tapete da sala, quebrou móveis e mijou na cristaleira antes de chegar no quarto."
- E por que está tudo arrumado, café preparado, roupa assada, aspirinas para a ressaca e um bilhete amoroso da sua mãe?"
- Bem, é que mamãe o arrastou até a cama e, quando ela estava tirando a sua calça, você gritou:
- NÃO FAÇA ISSO MOÇA, EU SOU CASADO ! ! ! !
- Ressaca - 70,00 reais
- Móveis destruídos - 1.200 ,00 reais
- Café da manhã - 10,00 reais
- Dizer a frase certa no momento certo - Não tem preço
Enviado por: Anjocaco
Publicação: 20/01/2010 09:53 Atualização: 20/01/2010 15:29
Chega até a ser clichê falar em "perigo sobre duas rodas" em reportagens que tratam de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Principalmente quando o assunto abordado é a mistura de álcool e guidon. Mas parece que os principais interessados, os motociclistas, ainda não aprenderam a lição. Enquanto nos doze meses que antecederam a aprovação da lei 11.705, a Lei Seca, os motoqueiros representavam 55,77% das vítimas de trânsito alcoolizadas socorridas pelo Samu Recife, no ano seguinte eles foram maioria absoluta: 76,75%. Os dados são de pesquisa realizada na Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso), que constatou redução no número total de acidentes com vítimas alcoolizadas, tanto de motos quanto de automóveis. Mas mostrou que a queda foi bem menos expressiva no primeiro caso do que no segundo. O que elevou os motoqueiros ao primeiro lugar isolado do triste ranking de vítimas de acidentes de trânsito alcoolizadas. As explicações, dizem os pesquisadores, podem estar no aumento da frota de motocicletas e na imprudência de seus condutores.
Os números são do levantamento Acidentes de trânsito pós-Lei Seca: estudo no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - Recife/PE, realizado como trabalho de conclusão do curso de enfermagem. A pesquisa reuniu dados dos socorros realizados pelo Samu da capital entre junho de 2007 e junho de 2009, referentes à vítimas de acidentes de trânsito, colisões e atropelamentos que haviam ingerido bebida alcoólica. Entre junho de 2007 e junho de 2008, mês em que a Lei Seca foi aprovada, foram registrados 465 ocorrências desse tipo. Número que sofreu uma queda de 60,21% na comparação com os 12 meses seguintes. Entre julho de 2008 e junho de 2009, o número de ocorrências caiu para 185. Mas enquanto a queda na quantidade de condutores de automóveis alcoolizados socorridos pelo Samu foi de 83,9% (de 87 para 14, em números absolutos), a de motociclistas foi de 43,4% (251 para 142).
Para o diretor de Fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), Ivan Cunha, a grande expressividade de motociclistas entre as vítimas de trânsito alcoolizadas atendidas pelo Samu Recife no ano seguinte à Lei Seca em relação aos 12 meses que a antecederam pode ter explicação no aumento da participação das motos na frota total de veículos do estado. Segundo Ivan, em 1990, as motos representavam 8,53% (33.381) da frota de Pernambuco. Passaram para 28,08% em 2007 (382.746) e subiram para 32,46% em novembro de 2009 (533.572).
No Recife, existiam 13.414 motos em 1990, o que significava 6,58% da frota da cidade. Em 2007, esse número saltou para 57.858 (13,6%). E só nos dois anos seguintes, até novembro de 2009, sofreu um acréscimo de mais 21.073 unidades, alcançando a marca de 78.931 motos, o que corresponde a 16,3% do total de veículos da capital. Enquanto isso, a representatividade de automóveis na frota da cidade, apesar de ter subido em números absolutos, caiu proporcionalmente de 70,8% para 67,7% do total de veículos.
Desde odia 31 de outubro do ano passado, o segurança de um restaurante e motociclista Marcelo Eduardo da Silva, 39 anos, sofre as consequências da imprudência de outro motoqueiro. Voltava para casa quando colidiu com outra moto, que vinha na contramão e em alta velocidade. Segundo ele, o outro condutor estava alcoolizado e seguia em alta velocidade. "Fui vítima. Não bebo, mas me envolvi em um acidente, sofrendo as consequências causadas por um motociclista que estava alcoolizado", lamentou. Marcelo Silva fraturou a mão, o fêmur e a tíbia esquerda. Ainda está internado no Hospital da Restauração. O outro motorista, pelo que Marcelo Silva ficou sabendo por familiares, ficou paraplégico e teve sequelas neurológicas.
Fonte: Diário de Pernambuco - Juliana Colares